terça-feira, 1 de julho de 2014

PERSEVERANÇA

OS CONTRASTES NA BÍBLIA E SEUS ENSINOS:PERSEVERANÇA

A INSTRUÇÃO DO ESPÍRITO SANTO AOS SERVOS DO SENHOR

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações” (Atos. 2 - 42).

As palavras deste versículo acima citado mostram-nos como foi a igreja em seus primeiros dias de vida (cristianismo). Pelo poder do Espírito Santo, Deus tinha obrado maravilhosamente na conversão de milhares de homens, “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas”; (Atos 2 - 41) que tendo recebido pela fé o testemunho do evangelho acerca de Cristo, foram batizados, salvos pela graça divina, e feitos pela mesma graça, Filhos de Deus, e conforme seus propósitos divinos foram agregados à igreja sendo feitos participantes do corpo de Cristo. Sem sombra de dúvida um maravilhoso começo; o passado difícil e triste dos primeiros discípulos, fora liquidado para todo o sempre pela obra redentora de Cristo. E assim naqueles dias, Deus era verdadeiramente louvado, e havia paz e gozo na igreja, na comunhão do Espírito Santo. Mas os discípulos não ficaram sós no bom princípio da igreja, fez-se muito mais, como podemos notar nas palavras do nosso texto que diz: “perseveravam”. No caminho da fé, necessitamos de muita paciência, zelo e constância; portanto temos que perseverar, sempre confiados na misericórdia, na graça e no poder de Deus, e vivermos a obra que nos foi confiada, agindo sempre na total dependência do Espírito Santo, prosseguindo avante como nos aconselham a sua palavra que diz: “Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até o fim, para completa certeza da esperança”; (Hebreus 6 - 11).

Convém notar que esta “perseverança” do nosso texto, diz respeito a quatro pontos base, que são:


1ª.  A DOUTRINA DOS APÓSTOLOS
2ª.  A COMUNHÃO
3ª.  NO PARTIR DO PÃO
4ª.  NA ORAÇÃO


É bom lembrar, que Cristo é tudo em tudo, Ele é o princípio e o fim, o Alfa e o Ômega; “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso”.  (Apocalipse 1 - 8). Vamos ver agora como é isto em relação a cada um dos quatro pontos acima:


A DOUTRINA DOS APÓSTOLOS: Cristo é o assunto básico, ou o centro da doutrina dos apóstolos.

A COMUNHÃO: Cristo é o centro da comunhão cristã. “Ora vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular” (I Corintios 12 - 27). “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos” (Efésios 4 - 4,5 e 6). “Porque somos membros do seu corpo (de Cristo)” (Efésios 5 - 30). “E Ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência” (Colossenses 1 - 18).


 NO PARTIR DO PÃO (Ceia do Senhor): É de Cristo, e, em sua memória, e de tudo quanto nos fez para que fôssemos feitos filhos de Deus, portanto é assim que lembramos ao partirmos o pão na ceia do Senhor, conforme o seu mandamento: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão, e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha” (I Coríntios 11 - 23 aos 26).

NA ORAÇÃO: É em nome, e no nome de Cristo, que tudo fazemos conhecidas as nossas súplicas (petições) diante de Deus nosso Pai. “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei” (João 14 - 13,14).

Como vemos tudo gira em torno de Jesus Cristo nosso Senhor; mas agora vamos considerar cada um desses quatro pontos resumidamente, e, em separado:

“A DOUTRINA DOS APÓSTOLOS”:

É certo que, sem aceitarmos a doutrina dos apóstolos, e desejarmos pô-la em prática, nos esforçando para isso como testemunhas reais e verdadeiras de Jesus Cristo nosso Senhor, não podemos gozar as muitas bênçãos para as quais Deus nos chama. Estes ensinos começaram a serem anunciados pelo Senhor, e depois foram confirmados pelos que os ouviram. “Portanto convém-nos atentar com mais diligência para as coisas (ensinos) que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas. Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda a transgressão, e desobediência recebeu a justa retribuição, como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram” (Hebreus 2 - 1, 2 e 3). O Senhor Jesus deu aos apóstolos, toda a autoridade para estabelecerem todo o sistema doutrinário do cristianismo, da igreja, quando disse: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João 14 - 26). Com estas palavras, o Senhor mostrou a sua autoridade, não só sobre a doutrina dos apóstolos, mas também testificando que ela é obra do Espírito Santo, e tudo mais que provém dos seus ensinos; portanto, a doutrina dos apóstolos, não se trata de obra da sabedoria humana, mas sim do poder e da sabedoria de Deus: o Espírito Santo.

Por isso os apóstolos podiam dizer: “Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos” (I João 4 - 6). No dia de pentecostes, o apóstolo Pedro, em seu discurso que grande resultado produziu, (ver Atos dos apóstolos no capítulo dois) foi citando alguns pontos que são fundamentais para que possamos entender a doutrina dos apóstolos. Senão vejamos: em primeiro lugar o “DETERMINADO CONSELHO E PRESCIÊNCIA DE DEUS”, notem as palavras que dizem: “determinado conselho e presciência de Deus”, (Atos 2 - 23). Estas palavras nos levam para fora da esfera de nossas responsabilidades, e nos coloca na presença daquele que faz todas as coisas “O Senhor”, segundo o conselho da sua vontade. “Havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade” (Efésios 1 - 11).


Alguns se recusam a reconhecer o direito que só a Deus pertence de fazer o que lhe apraz, a sua soberana vontade, pois só Ele tem a Sabedoria, o Amor e Justiça, para fazer planos, e, é o único com poder para executá-los. “Assim diz o Senhor, teu Redentor, e que te formou desde o ventre: Eu sou o Senhor que faço todas as coisas, que estendo os céus, e espraio a terra por mim mesmo” (Isaías 44 - 24), “Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas” (Isaías 45 - 7).
Oh! Glória! Quanta alegria, quanto gozo nós sentimos ao descobrir, que a fonte de toda a nossa bênção e de toda a nossa glória futura, provém dos eternos propósitos e perfeito Amor do nosso Deus para conosco. “Louvado seja para todo o sempre o nosso Senhor, Amém”.
           
 Portanto, Cristo não só é o centro de todos os propósitos de Deus, mas é também Àquele em quem, e por meio de quem tudo será realizado. O apóstolo Paulo disse aos anciãos da igreja de Éfeso: “Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus” (Atos 20 - 27). E lendo com um pouco mais de atenção a epístola aos Efésios, vemos uma exposição preciosa do maravilhoso conselho e orientação de Deus. Portanto nunca esqueçamos que foi Deus, em seu imenso Amor para conosco, é quem fez tudo para que pudéssemos alcançar a benção, quer pensemos na obra redentora na cruz (salvação Judicial); quer na obra feita pelo Espírito Santo em nós, os salvos em Cristo Jesus (salvação moral, que é o galardão ou a glória que Ele nos deu, e que confirmaremos pela nossa fidelidade aos seus mandamentos), mas em tudo reconhecer que a obra é de Deus, executada pelo seu Santo Espírito. Desde a eternidade, quando o Seu propósito foi formado, e quando o dia dantes determinado chegou, Deus enviou seu Filho, a fim de nos remir, para que, além de nos libertar do poder do pecado (Satanás), receber a adoção de Filhos do Altíssimo. “Mas, vindo à plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos”. (Gálatas 4 - 4 e 5).

É bom notar que: “recebermos a adoção de Filhos do Altíssimo”, não significa sermos adotados por Deus, pois se assim fosse, jamais seríamos verdadeiramente filhos de Deus, pois não teríamos a natureza de Deus, e, só é filho, àquele que tem a mesma natureza do pai; um filho adotado é criado pelos seus pais adotivos como se fosse um filho verdadeiro, com o mesmo amor e cuidado; mas isso não lhe dá a natureza dos pais adotivos; assim como um filho verdadeiro mesmo que ele seja deserdado por seus pais, também não perde a natureza dos pais.


Portanto, quando a palavra de Deus diz que recebemos a adoção de Filhos do Altíssimo, quer dizer no sentido de que fomos escolhidos pessoalmente por Deus para sermos seus Filhos, gerados em Cristo Jesus; que quando deu a sua vida por nós lá cruz do calvário, também nos deu a sua própria natureza, pois deu-nos a sua vida, o seu Espírito e também o seu corpo, pois quando cremos em Deus que deu testemunho a cerca de Jesus Cristo, recebendo Ele como nosso Salvador e Senhor de nossas vidas, somos feitos Filhos do Altíssimo.
 Estando nós mortos em ofensas e pecados, sem Deus e sem esperança no mundo, Ele nos buscou e pelo Seu poder nos salvou, trazendo-nos para Si mesmo. “Louvado seja o nome do Senhor para sempre”.
Foi Ele quem nos deu a benção e a felicidade da nossa redenção, e, é Ele que pelo Seu Poder, pelo seu Amor e pela Sua Sabedoria, há de consumar tudo em nós, como diz a sua palavra: “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em nós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo”; (Filipenses 1 - 6).
Já falamos um pouco dos propósitos de Deus, e da sua soberana vontade; agora vamos falar sobre o segundo ponto da doutrina dos apóstolos falado no discurso de Pedro, que é sobre a “MORTE DE CRISTO”. Como vimos o “conselho de Deus” é a fonte de toda a nossa benção; veremos agora que a “morte de Cristo” é a base justa sobre a qual Deus efetua a nossa benção. Então vejamos: O pecado pôs uma grande e intransponível barreira entre Deus e os homens, “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”; (Romanos 3 - 23) aparentemente arruinando toda a obra de Deus em relação aos homens; mas Deus, conforme a sua infinita Sabedoria, e segundo os seus propósitos que dantes estabelecera, veio por meio da morte de Cristo, vencer o pecado e anular o seu domínio, libertando assim o homem para sempre do seu estado pecaminoso; mas não é em tão poucas palavras e nem no espaço limitado que aqui dispomos que vamos contar todas as maravilhas e feitos que a morte de Cristo nos proporcionou, apenas vamos citar algumas que o Senhor nos permite.
Pela obra consumada na cruz, Jesus foi inteiramente glorificado, fazendo a obra da nossa redenção; tendo aberto o caminho para a realização dos propósitos divinos, em conformidade com a Sua absoluta Justiça, Amor, Sabedoria e santidade, Deus foi ali revelado, sendo um Deus Justo e Salvador, o pecado foi expiado, o nosso homem velho foi com Cristo crucificado. “Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado”. (Romanos 6 - 6). E assim podemos dizer: “que nos reconciliou no corpo da sua carne pela morte”. “A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora, contudo vos reconciliou. No corpo da sua carne, pela morte, para perante ele vos apresentar santos, irrepreensíveis, e inculpáveis” (Colossenses 1 - 21 e 22).

  
A morte de Cristo nos mostra duas coisas muito importantes:

A primeira: ela é a expressão da Justiça, do Amor e da Sabedoria de Deus.
A Segunda: É também a ruína e a condenação do homem segundo a carne.

Aprendendo assim o significado da morte de Cristo, podemos nos servir do enigma de Sansão: “Então lhes disse: Do comedor saiu comida, e doçura saiu do forte” (Juízes 14 - 14). Ou seja: pela morte de Cristo alcançamos a vida eterna, e, é exatamente a sua morte que nos dá a glória (sermos herdeiros de Deus), que excede tudo pela sua doçura: “o Amor do Pai”.
Vamos considerar agora o terceiro ponto do discurso do apóstolo Pedro: “A RESSURREIÇÃO DE CRISTO”. A obra redentora de Cristo (sua morte na cruz) é o único meio que se nos apresenta como base justa sobre a qual Deus abençoa o homem, salvando-o, e lhe fazendo seu Filho; mas a sua ressurreição introduz o crente no poder de uma nova vida, aonde nem o pecado, nem a morte jamais podem entrar. Cristo ressuscitado é o começo de tudo novo, de uma nova esfera. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Corintios 5 - 17). Pois Ele ressuscitou para nossa justificação, sendo, portanto em Cristo que somos justificados diante de Deus. “Mas Deus o ressuscitou dos mortos”. “E de tudo o que, pela lei de Moisés, não pudestes ser justificados por ele é justificado todo aquele que crê”. (Atos 13 - 30 e 39). É em Cristo ressuscitado que somos novas criaturas pela fé, “aquele que crê”. É em Cristo ressuscitado que somos feitos agradáveis a Deus.  “Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no amado”. (Efésios 1 - 6). É em Cristo ressuscitado que somos abençoados com todas as bênçãos espirituais.  “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo”; (Efésios 1 - 3). Em resumo, a ressurreição de Cristo é a verdadeira esfera da nossa bênção. Por isso irmãos, para gozarmos de todas as bênçãos espirituais que no presente momento nos pertencem sós as teremos na medida que apreciamos a nossa identificação com Cristo na sua ressurreição.

“Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus”. (Colossenses 3 - 1,2 e 3).

 Vejamos agora, o quarto ponto do discurso do apóstolo Pedro: “O DOM DO ESPÍRITO SANTO”. Já foi dito que, é em Cristo ressuscitado que alcançamos toda a bênção de Deus. Mas agora vamos ver e esclarecer, como é que podemos gozar essas bênçãos.
O Espírito Santo é o único poder que nos foi dado, para gozarmos e participarmos das bênçãos de Deus. Ele é dado a todos os que creem em Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador, e pela fé, lhe obedecem e se sujeitam a Ele.
“E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não Ter sido glorificado” (S. João 7 - 39).  “E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem” (Atos 5 - 32).
O perdão dos pecados e o Dom do Espírito Santo foram as duas coisas apresentadas por Pedro em sua pregação, em resposta ao pedido da multidão arrependida. “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o Dom do Espírito Santo”; (Atos 2 - 38).
O Espírito Santo é o que faz com que o poder da nova vida (de Cristo) se manifeste em nós; é Ele também que atualmente nos liga com a glória celestial; tudo quanto somos para Deus, o é pelo poder do Espírito Santo que se manifesta em nós. Portanto, “começamos pelo Espírito Santo” (Gálatas 3 - 3), “vivemos pelo Espírito Santo, e andamos pelo Espírito Santo” (Gálatas 5 - 25).

 Tudo quanto Deus aprecia em nós, é fruto do Espírito Santo; é a vida (ação) de Cristo refletida no crente. Só entenderemos as coisas de Deus, se nos for revelado pelo Espírito Santo; toda a nossa participação na obra de Cristo aqui na terra, só será feita, se o Espírito Santo a fizer. E foi também o Espírito Santo que nos fez cientes da nossa filiação “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos Filhos de Deus”. (Romanos 8 - 16), desde o nosso novo nascimento, do nosso novo parentesco com Deus, e, é exatamente essa revelação feita em nós, dando-nos o conhecimento da nossa filiação divina, que nos dá o direito de assim como Jesus fez aqui na terra, quando disse: “ABA PAI”, de também oferecermos a Deus nosso Pai, a verdadeira adoração, e também desde já aqui na terra, dizer-lhe: “ABA PAI” (que quer dizer: nosso Pai). Portanto, é pelo Espírito Santo, que damos a Deus, o culto que só a Ele pertence; a nossa adoração em espírito e em verdade, a adoração que nós os filhos de Deus ofertamos na santa ceia. “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (S. João 4 - 23 e 24).
Há ainda mais um ponto importante que nos chama a atenção no discurso de Pedro no dia de pentecostes, que é a RESPONSABILIDADE DOS HOMENS DIANTE DE DEUS.
Ao mesmo tempo em que com gratidão, gozamos das verdades no que diz respeito a “soberana vontade e conselho de Deus”, e em todos os benefícios que gozamos pela morte e ressurreição de Cristo, não devemos esquecer da grande e solene responsabilidade que os verdadeiros crentes têm na obra da formação da grande família de Deus. Pedro acusou Israel da sua responsabilidade na morte de Cristo, o escolhido de Deus, quando claramente lhes disse: “tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos” (Atos 2 - 23). Mostrou-lhes que estavam em oposição a Deus; Àquele que Deus enviou ao mundo, tinha sido por eles rejeitado e morto, mas Deus o ressuscitou dos mortos, e o fez Senhor, e Cristo. O apóstolo os exortou para que se arrependessem, mostrando-lhes que Aquele que eles tinham crucificado, era o Cristo, Aquele por quem o homem pode receber a maior bênção já oferecida por Deus aos homens; o perdão dos seus pecados, a vida eterna e o dom do Espírito Santo. Eles escutaram e deram crédito à palavra de Deus, e em seus corações creram e arrependeram-se, e pela obediência da fé, entraram no gozo da bênção dada pôr Deus.

Devemos louvar a Deus, pela maneira que segundo a “sua soberana vontade e determinado conselho”, tem manifestado a nós pecadores, toda a força de seu imenso Amor, que nos deu uma salvação absoluta e perfeita e eterna por Jesus Cristo nosso Senhor. Porém, quem poderá descrever a terrível responsabilidade daqueles que rejeitarem a graça de Deus, manifestada pelo poder do Espírito Santo acerca de Cristo, e sua obra de redenção do Amor Divino? “Arrependei-vos” disse Jesus, “e crede no evangelho”. (Marcos 1 - 15).

 Resumindo os quatro pontos fundamentais da doutrina dos apóstolos, que estamos a considerar, temos:
1º. O SOBERANO CONSELHO DE DEUS: que é a fonte de toda a nossa bênção.
2º. A MORTE DE CRISTO: que é a base justa sobre a qual Deus nos abençoa.
3º. A RESSURREIÇÃO DE CRISTO: que nos revela o triunfo de Jesus Cristo, e nos introduz no terreno da ressurreição, a verdadeira esfera da nossa bênção.
4º. O DOM DO ESPÍRITO SANTO: que é o meio pelo qual recebemos o poder para gozarmos as bênçãos de Deus, sendo testemunhas de Cristo e participantes de suas aflições na formação da grande família de Deus, para o que fomos chamados.
“Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele” (Filipenses 1 - 29).
Meus irmãos, se aceitarmos a doutrina dos apóstolos, e nos deixar dominar por ela, e nela andarmos e permanecermos; Deus é glorificado em nós, e estaremos alicerçados n’Ele. Honramos ao nosso Deus.
“A COMUNHÃO”:
Se na verdade aceitamos e estamos pondo em prática a doutrina dos apóstolos, podemos dizer que: estamos vivendo em plena comunhão dos apóstolos, que é a verdadeira comunhão cristã.
Para melhor compreendermos o sentido, e o que significa a palavra “comunhão”, vejamos o que nos diz o apóstolo Paulo: “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor”. (I Corintios 1 - 9).
 Notar que a escritura aqui, não fala da comunhão com Jesus, que é aqueles momentos em que extasiados e felizes, escutamos a sua voz, enquanto Ele nos fala do Amor e da vontade do Pai, e sentimo-nos comovidos pelo seu Amor; isto tudo é um privilégio que nos pertence, pois somos “os amados do Senhor”; Porém a escritura citada fala-nos da comunhão do seu Filho. Senão vejamos: tendo aceitado a doutrina dos apóstolos, da qual Cristo é o assunto principal, temos que estar unidos uns aos outros em uma comunhão da qual Cristo é o centro. Ele é que nos une, por isso participamos igualmente dos privilégios, e das responsabilidades dessa comunhão. Não devemos agir levianamente em tudo isto, porque foi para sermos “um como Deus e Cristo o são”, é que fomos chamados; Deus deseja que cada crente saiba qual é o seu lugar de privilégio na sua grande família, que em figura é o corpo místico de Cristo. Que sendo ligado pelo Espírito Santo a Cristo, formamos o seu corpo, com todo o vasto número dos remidos, e que assim reconhecemos a nossa relação com todos os que são seus; convém considerar que esta comunhão apostólica é a verdadeira comunhão cristã. Pois ela sempre toma o caráter d’Aquele que é o centro: CRISTO.
Vamos tecer alguns comentários sobre Aquele com quem Deus nos uniu nesta Santa Comunhão:
Primeiro título: FILHO DE DEUS. Este título (nome), já nos diz da glória de sua pessoa; vemos quem Ele é. No seu nascimento, no seu batismo, na sua transfiguração sobre o monte, e pela sua ressurreição foi declarados vencedor, e ser também o Filho de Deus. Portanto, precisamos manter sempre tudo o que lhe é devido, sendo Ele o Filho de Deus. Porque se deixarmos de reconhecer a glória de sua pessoa, a nossa comunhão não seria a “comunhão do Filho de Deus”, não sendo neste caso, a verdadeira comunhão cristã.

Segundo título: O HOMEM PERFEITO. Eis o nome, que é maior que outro qualquer. Um homem entre os homens. Aquele que era perfeito em bondade e em santidade, que não conheceu pecado, e que não cometeu pecado, em quem não há pecado. Devemos tomar cuidado com qualquer pensamento ou doutrina que de qualquer maneira venha a por em duvida a perfeição de Cristo como homem, como Filho de Deus e como Deus.

Terceiro título: CRISTO. Este título (nome) é por assim dizer; a sua apresentação oficial. Cristo é o escolhido de Deus, o seu enviado, é o cordeiro de Deus, a vitima perfeita para o sacrifício, é o ungido de Deus, é o vencedor da morte, e agora ressuscitado, é exaltado na glória de Deus, é a fonte da vida e de bênção para todo aquele que n’Ele crê, é a cabeça do corpo da igreja, é Aquele em quem vivemos para Deus.
Quarto título: NOSSO SENHOR. Este título (nome) já diz tudo por si só; tudo acerca de quem pertencem todas as coisas, pois faz pensar no poder e na suprema autoridade de Jesus Cristo nosso Senhor; faz lembrarmos da batalha que houve, e da vitória certa, da salvação e proteção que gozam todos aqueles que se põem debaixo de seu domínio, e da libertação que Ele nos deu do poder de Satanás e deste presente século mau, do temor da morte. Na verdade, Deus O tem feito Senhor de todos, mas para nós os crentes, o nosso privilégio é de reconhecê-lo como nosso Senhor e Salvador (Protetor). Por isso, nas coisas espirituais, devemos ser dominados pelo Senhor, por sua autoridade, e nunca pelos interesses do homem (carne) em suas concupiscências. Chamados por Deus para esta Santa Comunhão; vamos procurar em tudo andar nela sempre sujeito ao nosso Senhor, mantendo pela sua imensa graça, as verdades que nos são reveladas pelo Espírito Santo em relação com o seu nome, a saber:                         
·         A sua glória como Filho de Deus, a sua perfeita e santa condição quando se fez homem.
·         A sua morte expiatória.
·         O seu lugar que ocupa como a cabeça da igreja.
·         A sua autoridade como Senhor.
Que o Senhor possa dizer naquele dia acerca de cada um de nós os crentes em Cristo: “guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome” (Apocalipse 3 - 8).

O PARTIR DO PÃO (ceia do Senhor):

Pela sincera aceitação da doutrina dos apóstolos, descobrimos o nosso lugar na comunhão da igreja, na sua glória, assim como na sua responsabilidade aqui no mundo, na formação e edificação da grande família dos Filhos de Deus; enfim descobrimos a verdadeira comunhão cristã; mas agora podemos dizer que no “partir do pão” é que temos a expressão visível e máxima dessa comunhão, pois pelo ato do “partir do pão” confessamos que temos comunhão com Deus e uns com os outros: “Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo: porque todos participamos do mesmo pão” (I Corintios 10 - 17).


 A “ceia do Senhor”, foi instituída pelo próprio Senhor na noite em que foi traído, e, é para nós a igreja, um mandamento para que nos ajuntemos para lembrarmos d’Ele, e de tudo quanto nos fez por sua obra redentora lá na cruz do calvário, assim como o seu grande Amor determinou. É uma festa de lembrança, e comemoramos o fato de nos alimentarmos de Cristo na sua morte; o seu corpo foi dado, e o seu sangue foi derramado por nós, e assim espiritualmente comemos a sua carne e bebemos o seu sangue.
 “Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim quem de mim se alimenta, também viverá por mim”  (S.João 6 - 55, 56 e 57). É claro que só são chamados para esta festa de amor, aqueles que verdadeiramente são de Cristo; o descrente ou incrédulo nada tem a ver com ela. Vamos considerar um pouco a significação dos símbolos, isto é: o “pão” e o “cálice”. Lemos que: o Senhor “na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei: isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue: fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha” (I Corintios 11 - 23, 24, 25 e 26). O pensamento principal que nos vem quando olhamos para os emblemas, o pão e o vinho, é o da morte de Cristo nosso Senhor; contudo, há um significado muito importante para nós, o que cada um deles representa. Senão vejamos: O PÃO significa seu corpo que é dado por nós, isto quer dizer, que pelo corpo de sua carne, pela morte, nos reconciliou com Deus; A sua morte foi o julgamento, “o fim”, diante de Deus (Justiça), até onde nos diz respeito, de tudo o que é do pecado, e da carne, e do homem velho, que foi com Ele (Cristo) crucificado. E o melhor de tudo isto, é que quando partimos o pão e dele tomamos, diz-se com este ato, que estamos tomando posse do nosso corpo divino, semelhante ao do Senhor (com a mesma natureza); que Ele nos deu por sua morte por nós, sendo este o corpo que teremos para toda a eternidade quando do arrebatamento da igreja. “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (I Corintios 15 - 51 e 52).
Portanto o pão é o símbolo da redenção do nosso corpo (onde se completa a nossa redenção). “Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Rom. 8 - 22 e 23).


No cálice, temos a afirmativa de como a morte de Cristo é a base de tudo, segundo Deus, “é o cálice do Novo Testamento” (novo pacto); a morte de Cristo, não só tirou o nosso pecado, mas construiu os alicerces (planos) sobre os quais se há de edificar a vida futura (o eterno bem). Portanto o cálice (vinho) é a figura da vida de Cristo dada a nós os Filhos de Deus no seu sangue derramado lá na cruz. À medida que vamos compreendendo a nossa ligação com Cristo, e experimentando o gozo de estarmos em plena comunhão com Ele, sentimos que Ele nos conduz em tudo aquilo em que o Pai se deleita. Assim a morte que em si amedronta o ser humano, torna-se para os crentes verdadeiros, naquilo que aprendemos: a nossa libertação, e a grandeza do Amor Divino. Como é maravilhoso, quando nos achamos reunidos para a “ceia do Senhor” (o partir do pão, como é chamado nas escrituras), e podemos olhar para nossos irmãos, e saber que tudo que é contrário a Deus, tudo que Ele abomina, foi tirado da Sua santa Presença, e cravado na cruz de Cristo em sua morte; vemos o fim do que é velho, do que é pecado. Mas em Cristo ressuscitado o principio do que é novo e eterno, e então podermos juntos, ofertar-lhe a verdadeira adoração, a adoração dos Filhos, que o adoram em espírito e em verdade; o louvor que só ao Seu Grande e Maravilhoso nome é devido, o nome do Pai, o nosso Pai.
 Louvado e engrandecido seja para sempre o nosso Grande e Maravilhoso Deus.

 Se nós procurássemos andar sempre de acordo com esta verdade; que bom seria; porque, então gozaríamos a verdadeira comunhão com o nosso Senhor e uns com os outros.

O Senhor disse: “Quem vencer, herdará todas as coisas” (Apocalipse 21 - 7). “Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (S.João 15 - 14), e está à espera de uma resposta da nossa parte, para nos dar a glória pela nossa participação no vitupério de Cristo. “Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele”. (Filipenses 1 - 29). “Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo: para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis. Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da Glória de Deus” (I Pedro 4 - 13 e 14). “Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos; se sofrermos, também com ele reinaremos, se o negarmos, também ele nos negará; Se formos infiéis, ele permanece fiel: não pode negar-se a si mesmo” (II Timóteo 2 - 11, 12 e 13). Portanto: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Timóteo 2-15), e então será participante de toda a bênção que o nosso Deus tem para te dar, e quer te dar, para que você possa prestar-lhe a verdadeira adoração, cheio de glória, poder, honra, majestade, domínio e grandeza para lhe ofertar naquele grandioso dia. O tempo esta passando: é só até que Ele venha, e nos avisou e disse: certamente cedo venho; vamos responder ao desejo do nosso amado Senhor, e andarmos na comunhão da sua morte, e nela permanecermos, fazendo a sua obra; “Ora vem Senhor Jesus”. Amém!


A ORAÇÃO:

Chegamos agora ao último ponto, e podemos dizer com toda a certeza, que se não permanecermos em oração, fazendo em tudo conhecidas diante de Deus as nossas súplicas (petições), estando sempre em um espírito de total dependência do Senhor; não podemos crescer no conhecimento da “doutrina dos apóstolos”; não poderemos experimentar o gozo, nem corresponder as “responsabilidadesque cabem a cada um de nós particularmente na “obra do Senhor”, como chamados que fomos para andarmos na “comunhão cristã”, e para apreciarmos o nosso privilégio no “partir do Pão” e na “adoração”. Estas bênçãos estão ligadas umas as outras, portanto, necessitamos da fé e do Espírito Santo, para permanecermos firmes e perseverantes na DOUTRINA DOS APÓSTOLOS, NA COMUNHÃO, NO PARTIR DO PÃO E NAS ORAÇÕES; como nos exorta a palavra quando diz: “Orai sem cessar” (I Tessalonicenses 5 - 17), e diz mais a sua palavra: “E qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos; porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista”  (I S. João 3 - 22). E ainda o Espírito Santo pelo ministério de Paulo nos diz: “Orando em todo o tempo com toda oração e suplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos” (Efésios 6 - 18).
A oração é o elo que liga o crente ao Senhor que lhe dá força e proteção; é ela que completa a armadura do crente, (a sétima arma que o Espírito Santo manda que os crentes revistam para poderem resistir no dia mau. Ver Efésios capítulo 6 do versículo 10 aos 18), a oração é que lhe dá a vitória em Cristo Jesus. A oração é a nossa confissão pública de total dependência de Deus, e de nossa incapacidade, mas também é a prova da nossa fé (confiança) n’Ele.
Ninguém presuma de si mesmo; na carta de Judas lemos que o Arcanjo Miguel, não ousou repreender a Satanás, e nós Filhos de Deus, sabemos que é exatamente contra esse adversário que temos de lutar. Portanto, devemos nos guardar de toda a leviandade, e de todo os espíritos profanos, permanecendo firme em Cristo, e afirma tudo o que possui n’Aquele que o abençoou com todas as bênçãos. Assim conhecerá o crente o verdadeiro poder que a oração traz em todo o tempo; e praticada de todas as maneiras, de pé, andando, a oração em nosso espírito (só em pensamento), enfim de todas as formas, e aprenderá que a oração é a expressão máxima da íntima comunhão que o crente (igreja) tem com o Senhor. Não podemos esquecer que estamos sempre num campo de batalha; muito embora não usemos as armas da carne, mas as armas do Espírito; por isso diz: “com toda a oração e suplica”, à medida que se desenrola essa batalha, Deus, embora conhecendo todas as nossas necessidades, faz questão de que elas sejam em tudo conhecidas diante d’Ele, para que fiquem em testemunho diante de toda a criação, porque Ele é Justo e Fiel. Assim, não só somos exortados ao combate, mas também somos instruídos no Espírito, para nessa guerra, sermos mais do que vencedores por Aquele que nos ama, pois jamais nos abandona. Acabamos de mostrar, ainda que de uma maneira simples, o quadro do campo de batalha, e com quem nós temos que lutar; que todos os que receberam essa instrução, aceitem com plena convicção essas verdades, como está em Jesus; e que sigam o exemplo de Paulo, que mesmo depois de ter escrito aquela carta aos Efésios, e de Ter dito tantas maravilhas de Deus àqueles irmãos, faz humildemente um pedido de oração, quando disse: “E por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como me convém falar”. (Efésios 6-19 e 20).
O apóstolo Paulo, que nunca havia pedido nada para si, solicita dos irmãos de Éfeso, suas orações, afim de que possa fazer o mundo conhecer, com liberdade e audácia, o evangelho da salvação de Deus que está em Cristo Jesus. Que o exemplo do apóstolo nos sirva de ânimo, pois como podemos ver: este servo de Cristo, nunca parou, nem se calou e nunca se deu por satisfeito enquanto houvessem almas a serem salvas ele lutou contra tudo e contra todos os que se opôs à sã doutrina, que recebera como mandamento do Senhor para que fosse propagado em todo o mundo, ele lutou para a honra e glória do seu Senhor e Salvador Jesus Cristo, confiado única e exclusivamente n’Ele, que é fiel e poderoso para o firmar, assim como também a nós, se tão somente fizermos como fez o apóstolo, não tendo a nossa vida por preciosa, mas nos entregando inteiramente ao nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo para sermos também para a sua honra e glória.
Agora podemos entender o porque que o Espírito Santo nos exorta a perseverarmos, como nos diz o nosso texto: “E PERSEVERAVAM NA DOUTRINA DOS APÓSTOLOS, E NA COMUNHÃO, E NO PARTIR DO PÃO, E NAS ORAÇÕES”. (Atos 2 - 42).

Louvado seja para todo sempre o nosso Deus em nome de Jesus Cristo nosso Senhor.  AMÉM!

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