segunda-feira, 31 de março de 2014

A SALVAÇÃO PELA GRAÇA E JUSTIFICAÇÃO

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é Dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2 - 8 e 9).

 “Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé”. (Tiago 2 - 24).


Temos aqui um aparente contraste; uma escritura diz que o homem é salvo pela graça, num ato de fé; já a outra diz que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé. Para podermos compreender estas escrituras, é necessário conhecer o que é “a graça que salva” todo o homem que crê, ou que confia.
Diz Deus: “E sem derramamento de sangue não há remissão”. (Hebreus. 9 - 22).  “Porquanto é o sangue que fará expiação pela alma”. (Levítico. 17 - 11). “E que, havendo pôr ele feito à paz pelo sangue da sua cruz, pôr meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus. No corpo da sua carne, pela morte, para, perante ele vos apresentar santos e irrepreensíveis, e inculpáveis”, (Colossenses. 1 - 20 e 22).       Portanto essa “graça que salva” dá uma nova vida (a vida que Jesus Cristo nos deu, quando morreu por nós na cruz central no calvário); como diz a sua Palavra: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Corintios. 5 - 17). “Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos” (Rom. 6 - 8).
 Quando o homem crê (ato de fé) em Cristo, “a graça que salva” nele opera a vida.
 “E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus”. (Efésios. 2 - 6). Esta é a chamada: salvação judicial, o homem natural está morto para Deus; “estando vós mortos em ofensas e pecados”. (Efésios. 2 - 1). A Nicodemos, mestre em Israel, Jesus disse: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Necessário vos é nascer de novo”. (S.João 3 - 3 e 7). Porque ninguém já nasce neste mundo filho de Deus, mas é feito filho pela nova natureza que Cristo nos deu, natureza de filho, pois Ele é o filho de Deus e deu-nos o seu lugar quando morreu por nós na cruz, satisfazendo a justiça divina: esta é “A GRAÇA QUE SALVA”.
 A palavra de Deus diz que aquele que vive em deleites (pecados) vivendo, está morto, “Mas a que vive em deleites, vivendo está morta”. (I Timóteo 5 – 6), ainda que vivos como homens na carne.
 Portanto essa morte espiritual é mais do que um estado em que o homem nasce; é uma posição ativa de que somos responsáveis. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos. 3 - 23).
O homem é literalmente apóstata; o pecado do homem é simplesmente a expressão da sua maldade inata; os homens querem fazer a sua própria salvação, e é este o motivo de estarem mortos para Deus, porque só pela graça sois salvos. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é Dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios. 2 - 8 e 9).
 Toda a palavra de Deus registrada na bíblia prova que só somos salvos pela graça, (de graça ou não merecido) de Deus, revelada em seu filho Jesus Cristo, pela fé na sua morte por nós na cruz.
 Se isso é assim, de que justificação é esta que diz: “Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé” (Tiago 2 - 24). Como vemos acima, o homem natural (portanto sem Cristo) está morto (I Timóteo 5 - 6), e as suas obras são também mortas, sem nenhum valor para Deus. 
 “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios: não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”. (I Cor. 10 - 20 e 21).
 E diz também que: “Olhar altivo, coração orgulhoso e até a lavoura do ímpio é pecado” (Provérbios 21 – 4). Portanto a justificação de que fala Tiago 2 - 24 nada tem a ver com a salvação judicial, que é aquela que o homem só alcança única e exclusivamente pela na “graça que salva”, manifestada em Cristo, e pôr Cristo.
Essa justificação que trata Tiago em sua carta é exigida daqueles que já são salvos pela obra redentora de Jesus Cristo, que nasceram de novo, e por isso agora são vivos para Deus, e provam à fé em Deus, com seus atos (obras). “Porque somos feituras sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. (Efésios. 2 - 10). É bom lembrar que as obras que o Espírito Santo nos fala aqui, não são as obras da carne, mas sim as obras espirituais. 
 Portanto esta justificação é para a “salvação moral”, para efeito de galardão (glória ou recompensa), e disso dá prova a Palavra de Deus quando diz: “Olhai pôr vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho, antes recebamos o inteiro galardão” (II João  cap 1versículo 08).
“Medita nestas coisas; ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos. Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina: persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás tanto a ti mesmo como aos que te ouvem”.  (I Timóteo 4 - 15 e 16). Os atos a que se refere o nosso texto dizem mais de Abraão: “creu Abraão em Deus, e foi-lhe imputado como justiça”; vejam a recompensa: “e foi chamado amigo de Deus”. Creu em Deus “ato de fé” e depois ofereceu sobre o altar, a seu filho Isaque “provou sua fé em Deus” com suas obras, pois fez o que Deus havia lhe ordenado, e isso o “justificou, e foi-lhe imputado como justiça”. Vede então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé.“E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus” (I Corintios. 6 - 11).
Antes estávamos mortos para Deus, mas fomos primeiro salvos (lavados no sangue do cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo: Jesus Cristo), depois santificados (separados para as boas obras em Cristo Jesus), e depois justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus (recebemos o Espírito Santo).
“Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus, o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações” (II Corintios 1 – 21 e 22). Isto quer dizer que fomos criados em Jesus Cristo, e que, cada um daqueles que foi salvo crendo nele, é uma criação da sua mão.
 Deus nos mostra com essas palavras, que não somos destinados apenas a fazer a sua obra, mas antes de tudo, a ser a sua obra, para que Ele trabalhe em nós, e possa assim se manifestar aos outros por nosso intermédio. Em outras palavras: Somos sua obra, e servimos a Deus, e, é assim, que ele forma aqueles que elegeu para serem santos e irrepreensíveis. Por seu poder criador, nos torna capazes de entrar no serviço (do Filho), para o qual fomos criados e postos neste mundo.
 A vida cristã, e o próprio cristão são os resultados de uma criação divina, que se desenrola a partir do novo nascimento em Cristo Jesus, e cresce a imagem daquele que nos resgatou. De fato a salvação em Cristo é inteiramente divina colocada em vasos de barro (nós como homens naturais e em fraqueza), para que a excelência de seu poder seja manifestada para seu louvor e glória. Louvado seja o Senhor para sempre. Amem!...



NFBarros

segunda-feira, 17 de março de 2014

O que acontecerá a você após a morte?

A Edificação da Obra do Senhor


Palavra escrita segundo o Espírito Santo que habita em mim, pelo poder de nosso Deus, para a edificação de Sua obra e para toda a glória de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.“O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.” (I João 1:3).
Gostaria de falar a você sobre um assunto que todos tentamos não pensar, que é a hora de nossa morte. Entretanto, nenhum homem pode escapar dela, seja cedo ou tarde todos morreremos. Então perguntarei a você: se você morresse agora, o que lhe aconteceria? Seria você ressuscitado? Iria você estar com Deus? “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras,”; “E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras,”; “Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição dos mortos?”; “Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.”; “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” (I Coríntios 15:3,4,12,16 e 19).
         Portanto meus queridos, se vocês não sabem o que vai lhes acontecer após a sua morte na carne, ou tem dúvidas sobre o que virá depois, então infelizmente tenho que lhe dizer que pra Deus você já está morto. Não morto na carne, mas sem o Espírito Santo que habita nas pessoas que crêem em Jesus Cristo, o Filho de Deus, ou seja, você está separado eternamente de Deus. Pois ao contrário do que muitos pensam, Ele é o Deus de justiça e quando chegar o seu último dia, Ele estará lá para lhe dar o julgamento final: a condenação ou a salvação eterna. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (S. João 3:16); “Vigiai justamente e não pequeis; porque alguns ainda não têm o conhecimento de Deus: digo-o para vergonha vossa.” (I Coríntios 15:34)
         Existe um hino, uma música de louvor ao Senhor, que faz com que paremos para refletir justamente sobre este momento. Transcrevê-lo-ei para que  também possam refletir:

A ÚLTIMA HORA

(JOÃO DIENERS)


1                     AO FINDAR O LABOR DESTA VIDA,
QUANDO A MORTE AO TEU LADO CHEGAR,
QUE DESTINO HÁ DE TER A TUA ALMA?
QUAL SERÁ NO FUTURO TEU LAR?

REFRÃO                  MEU AMIGO, HOJE TENS TU A ESCOLHA:
                               VIDA OU MORTE, QUAL VAIS ACEITAR?
                               AMANHÃ PODE SER MUITO TARDE;
                               HOJE CRISTO TE QUER LIBERTAR.

2                      TU PROCURAS A PAZ NESTE MUNDO,
EM PRAZERES QUE PASSAM EM VÃO;
MAS NAS ÚLTIMAS HORAS DA VIDA,
ELES NUNCA TE SATISFARÃO.

3                      MEU AMIGO, TALVEZ TENHAS RIDO
AO OUVIRES FALAR DE JESUS;
NÃO TE ESQUEÇAS QUE, PARA SALVAR-TE,
ELE DEU SUA VIDA NA CRUZ.

         Que estas palavras lhe sirvam de conforto e entendimento, para que saiba que Deus enviou seu Filho, Jesus Cristo, a este mundo, para morrer por todos nós pecadores e para que todo aquele que nEle crer seja salvo e habite com Ele eternamente. “Filhinhos, escrevo-vos, porque pelo seu nome vos são perdoados os pecados.” (I João 2:12); “Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: que todo aquele que vê o Filho, e crê nEle, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.” (João 6:40); “Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão? Insensato! O que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer.” (I Coríntios 15:35 e 36); “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.” (I Coríntios 15:51 e 52); “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.” (I João 3:2).
         E quando estas escrituras foram feitas, Deus a nós deixou, para que não houvesse dúvida, sobre a salvação daquele que em Jesus Cristo crer. E que após a nossa morte seremos ressuscitados e teremos a vida eterna.
         Então, ao contrário do que muitos pregam, que para sermos salvos não basta apenas crer em Jesus Cristo, mas antes temos que fazer certas coisas (como deixar de fumar, a mulher apenas usar saia, não cortar o cabelo, não poder estar “amaziado” e sim  casado legalmente segundo a lei dos homens, não ingerir bebidas alcoólica ... e várias outras coisas), esquece que Jesus veio a este mundo e que foi morto crucificado por nós, para nos salvar. Não é necessário mais nada para salvação, apenas crer n’Ele, em sua obra na cruz, que Deus nos deu a salvação de graça e, que não é necessário nenhum sacrifício da carne, senão apenas crer em seu Filho Jesus o Cristo. “E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:6,7,8 e 9).
         Então, quando algumas pessoas que ouvem ou lêem isso, mas tem um falso entendimento da palavra do Senhor, ficam confusas e chegam a duvidar da própria Escritura Sagrada. Assim, por extrema ignorância de um falso entendimento da palavra do Senhor, fazem-se perguntas como: Quer dizer que se eu sair aprontando, agindo com maldade para com os outros,  se eu crer em Jesus Cristo, mesmo assim serei salvo?
         E para espanto destas pessoas, a resposta é sim. Mas, na verdade, um verdadeiro filho de Deus, que crê verdadeiramente em Jesus como seu Salvador e tem o Espírito Santo nele, jamais faria tais coisas, porque o próprio Espírito instituído por Deus, mostra a seus filhos que algumas atitudes não são de seu agrado e que não o devem fazer. “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm: todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.” (I Coríntios 10:23); “E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas. Se dissermos que temos comunhão com Ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.” (I João 1:5,6 e 7); “Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, Conservai-vos a vós mesmos na caridade de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna. E apiedai-vos de alguns, que estão duvidosos;” (Judas 20,21 e 22).
         Entretanto, para melhor entendimento da palavra do Senhor, deixo como exemplo duas situações:
1º - Se alguma pessoa andou em trevas durante sua vida, não conhecendo a Jesus Cristo, mas na sua última hora, este, pela misericórdia de Deus, vier a escutar a palavra e crer em Jesus Cristo como seu Salvador, então ele terá a salvação e a vida eterna. “Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade; Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que primeiro esperamos em Cristo; Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.” (Efésios 1:11,12 e 13)
2º - Porém, se alguma pessoa cometer apenas bondade, ajudando o próximo, dando aos mais necessitados..., mas não aceitar a Jesus como seu salvador ou ao invés de adorá-lo, confiar e adorar ídolos, então esta pessoa estará condenada e eternamente separada de Deus. “Todos os artífices de imagens de escultura são vaidade, e as suas cousas mais desejáveis são de nenhum préstimo; e suas mesmas testemunhas nada vêem nem entendem, para que eles sejam confundidos.” (Isaías 44:9)
         E para concluir esta palavra aqui escrita, digo que, a chance que você tem de vir a crer em Jesus Cristo como seu Salvador só acontece nesta vida, é única,  e é agora, porque após a morte, na carne virá o julgamento e não haverá mais misericórdia, aquele que tiver crido receberá a salvação eterna e aquele que não tiver crido já está condenado às trevas, à separação eterna de Deus. “Ora ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu.”; “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado; porquanto não crê no nome do Unigênito Filho de Deus.” (João 3:13 e 18); “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para a vergonha e desprezo eterno.” (Daniel 12:2); “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrina de demônios;” (I Timóteo 4:1); “Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão.” (II Pedro 3:10); “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho” (I João 2:22).

         E rogo  que Deus tenha misericórdia de nós, e que nos instrua em todas as coisas, para que tudo o que façamos seja segundo à sua vontade, para honra e glória do Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Amém.

(NFBarros)

sexta-feira, 14 de março de 2014

Dica de Louvor 6

A mensagem da Cruz - Aline Barros


Sim, eu amo a mensagem da cruz...
Até morrer eu a vou proclamar
Levarei eu também minha cruz
Até por uma coroa trocar




segunda-feira, 10 de março de 2014

A CASA DE ORAÇÃO DE PIRACICABA - HISTÓRIAS

Este texto apresenta memórias do nascimento da igreja em Piracicaba. O texto é de Sueli Rubini (testemunho oral) e a revisão de NFBarros.


A CASA DE ORAÇÃO DE PIRACICABA - HISTÓRIAS

Conversando com NFBarros sobre histórias da Casa de Oração, resolvemos fazer um relato, mais ou menos organizado, de tudo aquilo que está registrado na memória dos crentes, não conforme documentos de reverendos, pastores e missionários mas segundo a tradição  oral dos membros, da visão deles, que, quase sempre, corresponde aos fatos oficiais e muitas vezes difere quanto aos seus atores principais, homens do povo, não eclesiásticos, simples trabalhadores evangélicos. Organizamos o assunto em partes, sendo a primeira, um histórico geral e, depois, diversas histórias sobre as famílias e os crentes que viveram a vida da Igreja nesse mais de século. A maioria das informações não é documental, mas histórias  passadas de pais para filhos e esperamos poder contar com a colaboração dos leitores que nos passem relatos e fotos antigas, enfim, o saboroso conto de nossas vidas vividas. (S. Rubini e outros)
      
     Parte I – Histórico geral

Introdução - O Evangelho da nossa posição começou, aqui na região de Piracicaba, por volta de 1860, quando os presbiterianos vieram  trabalhar em Rio Claro, Piracicaba e serra de S. Pedro. Antes, em 1847, já haviam chegado à região os luteranos, quando o senador Vergueiro, abolicionista e anti-escravagista, contratou colonos europeus, suíços e alemães, para trabalharem na sua fazenda de Limeira e eles acabaram vindo a Piracicaba, onde, em 1852, compraram um sítio de 6 alqueires para fazerem um cemitério.
Naquele tempo do Brasil Império enterrar seus mortos era um problema para os cristãos não romanos, porque o catolicismo era a religião oficial brasileira e, para se abrir uma igreja, registrar nascimentos, casamentos e enterros era preciso pedir autorização ao bispo e aos padres da Igreja Católica. Como o Brasil estava vivendo um período de agitação política entre os republicanos e liberais, havia um certo estremecimento entre a Igreja Católica e o Imperador D.Pedro II – a questão católica -, este procurou facilitar a entrada dos colonos assalariados europeus, protestantes, para criar um contraponto ao domínio absoluto do catolicismo, condescendente com o escravagismo dos conservadores escravocratas rurais que, havia 350 anos, transformaram o Brasil numa reserva de domínio da Igreja Católica. Daí surgiu a imigração dos colonos protestantes e estes encontraram um país completamente inóspito, que não tinha nenhuma estrutura protestante e nenhuma liberdade de culto,  principalmente nas questões  de fé, usos e costumes religiosos. Por isso, a necessidade dos luteranos em encontrar um lugar para enterrar seus mortos sem se submeterem ao arbítrio dos padres e bispos. 
Como já havia  muitos colonos que se mudaram para Piracicaba (e deram origem ao bairro dos alemães), a solução encontrada foi comprar o sítio para o cemitério que depois, mais tarde, foi desapropriado pela prefeitura, 1º Cemiterio publico da Cidade, hoje Escola Moraes Barros, sob influência do vereador Prudente de Morais Barros, futuro presidente da república e aí se instalou o cemitério da Saudade, até hoje. Com essa questão religiosa católico-imperial, a efervescência republicana e os políticos liberais na região que anteviam a impossibilidade de o regime escravocrata perpetuar-se, foi possível às missões protestantes se infiltrarem no Brasil católico romano e a segunda metade do século XIX viu surgirem muitas igrejas evangélicas de origem européia e americana, como metodistas, batistas, presbiterianos, etc.
Na serra de S. Pedro, nessa época (1865), os presbiterianos conseguiram converter o padre  de Brotas que passou a trabalhar como protestante. Então  iniciaram um ponto de trabalho evangelístico, que se transformou em igreja, entre os patrimônios de Santo Antonio e São Sebastião, em cima da serra, origem do bairro dos Protestantes, porque houve muita conversão ao evangelho não romano ali.
 A região de Piracicaba tornou-se importante centro de evangelismo neotestamentário, e nós nos chamamos Cristãos  Evangélicos Neotestamentários, porque temos por  base da nossa fé o Evangelho do Novo Testamento.
No final do século XIX, havia uma grande ação missionária em Piracicaba, da Fraternidade dos Irmãos Unidos, que era uma dissidência da Igreja Presbiteriana Escocesa. Essa corrente  teve início por volta de 1830, quando John Darby, um teólogo presbiteriano desenvolveu um estudo que baseava a vida da Igreja no versículo que diz que nós, os salvos, somos a Nação Santa e Sacerdócio Real (I Pedro 2-9), entendendo-se que a igreja não tem duas classes, uma sacerdotal e outra leiga (pastores ou padres, eclesiásticos e membros, homens comuns) e que ela não deveria ter esse tipo de organização, mas que todos deveriam ser iguais e terem as mesmas prerrogativas, com cada um exercendo o seu dom, livremente.  Essa posição de Darby levou-o a criar a Fraternidade dos Irmãos Unidos, que teve um grande trabalho missionário aqui na região.
Por volta de 1890, eram missionários dessa posição os Irmãos McNair e Willian Anglin, os quais criaram a Casa de Oração de Piracicaba, juntamente com outros irmãos, em outubro de 1900. O trabalho da atual Igreja Casa de Oração, segundo relatos orais pelos mais velhos,  começou atrás da Estação da Paulista, que era uma fazenda onde morava uma família negra, que ouviu o evangelho e aceitou-o, oferecendo a sua casa como ponto de reunião dos crentes.
Ali se encontraram os “Crentes Unidos” por mais de 15 anos, e nesse meio tempo, o luterano Antonio Martins (Anton Martin), se filiou a essa comunidade e a reunião dos crentes passou a ser em sua selaria, junto á sua casa, à Rua da Boa Morte, em frente ao colégio Assunção, onde hoje existe uma pracinha. Antonio Martins era aberto  a toda atividade religiosa dos missionários evangélicos e ajudou muitos na sua casa da  hoje praça Miguelzinho Dutra. 
Em 1928, o Irmão Antonio Martins faleceu, e a viúva pediu aos irmãos para que arrumassem um outro lugar para se reunirem. 
A partir daí os irmãos se organizaram e fizeram coletas e serviços para arrecadar dinheiro, comprar o terreno e construir a igreja. Saíam pelas ruas, aos domingos, vendendo frutas e verduras e alguns levavam vacas e vendiam copos de leite de porta em porta.
Em maio de 1931, com o esforço de todos, os irmãos conseguiram comprar um terreno na Rua Moraes Barros e construíram ali a primeira Igreja Casa de Oração inaugurada em 6 de Março de 1932, com a presença, segundo algumas testemunhas, do missionário George Howes.

Dois irmãos portugueses - Em março de 1908, Florindo e Manoelzinho, eram duas crianças de 8 e 6 anos de idade, que vieram de Portugal, na companhia de seu irmão José, moço, e chegaram à cidade de Capivari, onde foram criados por seus parentes que ali residiam e aí passaram toda sua infância e adolescência. Em fins de 1915, Florindo então jovem de 16 anos, e o seu irmão Manoelzinho, como era conhecido, se converteram pelo trabalho da “Irmã Benvinda”, uma crente famosa pela força espiritual que possuía. Manoelzinho, logo que convertido, começou imediatamente seu trabalho cristão, tendo se tornado um grande evangelista da Igreja, até sua morte em 1955 com 54 anos de idade, enquanto que Florindo ficou por 20 anos estudando a Bíblia, lendo-a, neste período, completamente por 28 vezes, e só  depois passou  a ensiná-la na Igreja, trabalho que exerceu por 30 anos, vindo a falecer em 2 de Abril de 1964. 
O evangelho da Casa de Oração recebeu um grande impulso tanto em membros quanto em conhecimento bíblico e a Igreja se organizou em associação legalmente constituída no dia 08.07.1943, com o registro nº 44 no cartório de notas da cidade, sob o nome de Associação Evangélica de Propriedade em Casas de Oração. atendendo aos novos requisitos legais obrigatórios a partir daquela data. Ficava clara a intenção de dar o nome de Casas de Oração ao local de reunião, livre e independente, embora em comunhão espiritual com as suas congêneres e aceitava-se normalmente o trabalho de missionários no seu meio, tendo participado ativamente da vida da comunidade o inglês Richard Dawson Jones, o “irmão Ricardo”, desde essa época até sua morte em 1992. – “E o nome da igreja?” perguntou em sua  mocidade, ao começar a trabalhar na diretoria, um dos netos do irmão Florindo, qual é nosso nome? - “Nós só temos um sobrenome: de Cristo! Somos todos Natanael de Cristo, Antonio de Cristo, José de Cristo, Maria de Cristo, etc;, formando a grande família de Deus, que toma o nome do seu salvador para todo o sempre!” respondeu-lhe  sabiamente o irmão Antonio Sutto, presbítero de saudosa memória.

A conversão da família Zen - No final dos anos 30 e princípio dos anos 40, o grande  trabalho da Igreja, quanto à evangelização, resultou na conversão da Família Zen, por volta de 1942/45, os quais moravam no Bairro da Reta, perto da usina Costa Pinto e que,  depois de se converterem, vinham para as reuniões na Casa de Oração Moraes Barros.  Conta-se que o primeiro irmão Zen a se converter foi Antonio Zem Sobº, o  Nico. Esse era de família italiana, num total de seis irmãos homens (José Luiz, o Juca Zen, Nico, Otávio, Sebastião, Hercílio e Alcindo) e três mulheres (Antonia, Maria e Maria Aparecida, Dica), sendo que os três últimos homens estão vivos, com mais de 80 anos.  Uma característica marcante da família Zen era o fato de os irmãos serem amantes da música, um talento natural que fê-los ter um conjunto musical profano, antes de serem crentes e que, depois da conversão, constituiu-se fator importante no trabalho evangélico da família. Com a conversão dos Zen, incluindo o pai Giuseppe e a mãe Henriquetta, a Casa de Oração dos “Irmãos Unidos” terminou a sua parte de consolidação em Piracicaba e ficou preparada para o desenvolvimento posterior, com crescimento do número de membros e multiplicação dos trabalhos evangélicos. 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Dica de Louvor 5

DESCULPAS PARA NÃO IR À IGREJA?


Apresentação do Quarteto Melody... uma graça de música, para adultos e crianças.

quinta-feira, 6 de março de 2014

VINDE E VEDE - Prefácio e história da Congregação Vila Rezende


Irmãos, 
Hoje a postagem refere-se ao início de um trabalho do irmão Natanael Ferreira Barros (NFB), que nos deixou tanta saudade e foi usado pelo Espírito tantas vezes para nosso ensinamento...
Acho que a melhor forma de acalentar esse sentimento é continuar a obra que nosso irmão querido ajudou a realizar. Assim, transcrevi exatamente o texto que ele criou. Aqui ele conta um pouco da história da Congregação Vila Rezende e seu próprio testemunho na obra do Senhor.
Boa leitura!


“VINDE E VEDE!”

Ensino bíblico na Casa de Oração de Vila Rezende (2003/09)

Como se fosse um prefácio,
Escrevo estas primeiras linhas, explicando qual é o objetivo deste trabalho. Antes, um pouco de recordações. Sou participante dos trabalhos evangélicos neste lugar praticamente desde os seus começos. Essa congregação foi criada em 1971, quando se construiu o atual prédio, porque o crescimento do ponto de pregação na casa do irmão João Quintino, na vila Nhô Quim, obrigou aos crentes de Morais Barros – esse trabalho era da Morais Barros – a organizarem o serviço evangélico aqui como comunidade constituída e assim se fez. Foram seus primeiros líderes o próprio irmão João, ainda entre nós, o irmão Sutto e outros, como Omar Orgais e Otávio Zen, entre os que me lembro. E participou, desde o início, a família Alcindo Zen, totalizando umas 40 pessoas entre as que antes freqüentavam a igreja no centro mas  viviam aqui no bairro e novos ouvintes. 
Desde 1973, meados do ano até 1975, eu, então um jovem crente da Morais Barros, também comparecia muito às reuniões da Vila, porque ali faltavam professores para as classes dos jovens e das crianças, com as quais a Rosa Maria, minha esposa, colaborava assiduamente. Até que um dia, o irmão João, meu tio Lilo e os outros nos convidaram para assumir, de direito e não mais como visitas, uma posição no trabalho. E assim aconteceu e estamos até hoje trabalhando nessa comunidade, com uma breve interrupção entre l997 e 2000, quando a congregação foi desativada. 
Foi na Vila, nos fins de novembro de 1975, que eu, pela primeira vez, usei da palavra, num domingo à noite, para ministrá-la aos crentes e, nestes 34 anos e alguns dias, o Senhor me concedeu a graça de sempre poder falar, em nome Dele, das coisas Dele. Foi assim que, estando na Vila nos inícios de 2003 e participando normalmente das reuniões, num domingo de manhã, fui chamado pelo irmão Nico Zem, logo após a Escola dominical, na qual ele era regente da classe dos adultos, que me disse:
- “Natanael, há tempos venho me sentindo incomodado com a minha saúde e quero afastar-me por alguns dias  desse trabalho da igreja para fazer uns exames e preciso de alguém que me auxilie. Você pode  me substituir na escola dominical, nesses dias?” Aceitei reger a classe dos adultos temporariamente até a volta do irmão Nico. Ele fazia aquele trabalho desde janeiro de 1999 quando a congregação havia sido reorganizada e, para surpresa de todos, aquela nossa conversa foi a sua despedida da igreja, porque uns quarenta dias depois, ele veio a falecer, nos primeiros dias de março, vitimado por uma doença terrível que se revelou somente na sua fase terminal. Os irmãos me confirmaram na função e ali estou há quase sete anos.
Desde a minha mocidade tive a sorte de ver e ouvir grandes irmãos no evangelho e, tendo nascido dentro da igreja, da qual a minha família faz parte desde 1915, pude anotar grandes ensinos, tendo convivido com muitos crentes, da cidade e de fora e fui participante da vida da igreja, em milhares de reuniões. Dessa forma reuni um grande cabedal de valores bíblicos que procuro passar aos crentes que me ouvem, mas nunca me preocupei em gravá-los por escrito, sendo a forma oral a costumeira e tradicional no nosso meio.
Entretanto, algo me aconteceu em 2008, que me fez refletir: em outubro daquele ano tive um derrame cerebral no Paraguay, de seríssimas conseqüências, que me deixou todo paralisado e à beira da morte, longe de casa, para onde só voltei em dezembro, em muito más condições. Percebi, então, que a juventude havia passado e a maturidade se transformou em velhice em apenas uma noite, como me disse o médico: -“O senhor deitou-se com 60 anos e, tendo o derrame na madrugada, acordou dias depois, vivo, por sorte, mas com 90 anos. Agora é aprender a viver  a sua nova idade e nas suas novas condições.” Estou, por isso, aprendendo a viver, recuperando a mobilidade e tenho, por graça especial de Deus, completamente restaurada a fala e o raciocínio e a  primeira coisa que me preocupou foi essa necessidade de escrever para perpetuar o trabalho que fazemos, continuando vivo depois que o meu tempo de servo acabar, porque as palavras voam e desaparecem, depois de ouvidas por um ou outro, mas o escrito permanece para sempre.
Nesse sentido, vejo como mais eficaz, e de melhor resultado, o texto escrito que será a palavra falada cada vez que alguém  ler  o que se escreveu e que faz com que algo que o Senhor nos deu permaneça por muito tempo, mesmo depois de nossa partida. Sem nenhuma pretensão de fazer história, mas de apenas relembrar assuntos importantes para nós, coletamos os textos que fazem parte desta obra, nas muitas aulas da classe dos adultos da Escola Dominical na Casa de Oração de Vila Rezende  e os entregamos ao leitor que tem participado conosco desses estudos e aos outros, que compulsarem este livro, se houver.
Assim surgiu - “Vinde e Vede!”. Esse nome é uma citação do que Cristo disse aos seus discípulos no início da Sua obra de revelação do Pai aos homens, quando eles Lhe perguntaram onde morava (Jo 1:35-39) e Ele chamou-os para conhecer a sua morada, indicando que começava ali a ser desvendados o endereço da Sua casa, como chegar a ela,  qual a forma como foi construída e quais eram as regras para se viver nela. Esse é o trabalho que continua sendo feito pelo ensino bíblico nas igrejas, através dos séculos e esses escritos são o resumo  da nossa humilde participação nessa obra. Eu sou muito mais um escriba que rememora o que ouviu e aprendeu com todos os crentes nesses tantos anos do que um inspirado autor original e entendo o nosso trabalho tal como diz o apóstolo: não me canso de repetir as mesmas coisas porque é para nossa segurança, mantendo o trilho e caminhando nos caminhos do Senhor. Graças a Deus que esse não é um trabalho solitário, mas muitos são os crentes que anotaram estudos, ensinos, palestras e fizeram um extenso “ajuda-memória” que serviu de embrião para os textos finais e eu me lembro, com carinho e amor, do trabalho da minha companheira e esposa Rosa que organizou os apontamentos, produzindo, todos nós, uma obra coletiva. Que Deus abençoe essa pequena contribuição na obra do evangelho  e que ela seja frutífera, ajudando os irmãos a não perderem de vista o alvo da nossa fé comum!  

Artemis, 14/12/09 (NFB)