segunda-feira, 31 de março de 2014

A SALVAÇÃO PELA GRAÇA E JUSTIFICAÇÃO

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é Dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2 - 8 e 9).

 “Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé”. (Tiago 2 - 24).


Temos aqui um aparente contraste; uma escritura diz que o homem é salvo pela graça, num ato de fé; já a outra diz que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé. Para podermos compreender estas escrituras, é necessário conhecer o que é “a graça que salva” todo o homem que crê, ou que confia.
Diz Deus: “E sem derramamento de sangue não há remissão”. (Hebreus. 9 - 22).  “Porquanto é o sangue que fará expiação pela alma”. (Levítico. 17 - 11). “E que, havendo pôr ele feito à paz pelo sangue da sua cruz, pôr meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus. No corpo da sua carne, pela morte, para, perante ele vos apresentar santos e irrepreensíveis, e inculpáveis”, (Colossenses. 1 - 20 e 22).       Portanto essa “graça que salva” dá uma nova vida (a vida que Jesus Cristo nos deu, quando morreu por nós na cruz central no calvário); como diz a sua Palavra: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Corintios. 5 - 17). “Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos” (Rom. 6 - 8).
 Quando o homem crê (ato de fé) em Cristo, “a graça que salva” nele opera a vida.
 “E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus”. (Efésios. 2 - 6). Esta é a chamada: salvação judicial, o homem natural está morto para Deus; “estando vós mortos em ofensas e pecados”. (Efésios. 2 - 1). A Nicodemos, mestre em Israel, Jesus disse: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Necessário vos é nascer de novo”. (S.João 3 - 3 e 7). Porque ninguém já nasce neste mundo filho de Deus, mas é feito filho pela nova natureza que Cristo nos deu, natureza de filho, pois Ele é o filho de Deus e deu-nos o seu lugar quando morreu por nós na cruz, satisfazendo a justiça divina: esta é “A GRAÇA QUE SALVA”.
 A palavra de Deus diz que aquele que vive em deleites (pecados) vivendo, está morto, “Mas a que vive em deleites, vivendo está morta”. (I Timóteo 5 – 6), ainda que vivos como homens na carne.
 Portanto essa morte espiritual é mais do que um estado em que o homem nasce; é uma posição ativa de que somos responsáveis. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos. 3 - 23).
O homem é literalmente apóstata; o pecado do homem é simplesmente a expressão da sua maldade inata; os homens querem fazer a sua própria salvação, e é este o motivo de estarem mortos para Deus, porque só pela graça sois salvos. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é Dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios. 2 - 8 e 9).
 Toda a palavra de Deus registrada na bíblia prova que só somos salvos pela graça, (de graça ou não merecido) de Deus, revelada em seu filho Jesus Cristo, pela fé na sua morte por nós na cruz.
 Se isso é assim, de que justificação é esta que diz: “Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé” (Tiago 2 - 24). Como vemos acima, o homem natural (portanto sem Cristo) está morto (I Timóteo 5 - 6), e as suas obras são também mortas, sem nenhum valor para Deus. 
 “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios: não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”. (I Cor. 10 - 20 e 21).
 E diz também que: “Olhar altivo, coração orgulhoso e até a lavoura do ímpio é pecado” (Provérbios 21 – 4). Portanto a justificação de que fala Tiago 2 - 24 nada tem a ver com a salvação judicial, que é aquela que o homem só alcança única e exclusivamente pela na “graça que salva”, manifestada em Cristo, e pôr Cristo.
Essa justificação que trata Tiago em sua carta é exigida daqueles que já são salvos pela obra redentora de Jesus Cristo, que nasceram de novo, e por isso agora são vivos para Deus, e provam à fé em Deus, com seus atos (obras). “Porque somos feituras sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. (Efésios. 2 - 10). É bom lembrar que as obras que o Espírito Santo nos fala aqui, não são as obras da carne, mas sim as obras espirituais. 
 Portanto esta justificação é para a “salvação moral”, para efeito de galardão (glória ou recompensa), e disso dá prova a Palavra de Deus quando diz: “Olhai pôr vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho, antes recebamos o inteiro galardão” (II João  cap 1versículo 08).
“Medita nestas coisas; ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos. Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina: persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás tanto a ti mesmo como aos que te ouvem”.  (I Timóteo 4 - 15 e 16). Os atos a que se refere o nosso texto dizem mais de Abraão: “creu Abraão em Deus, e foi-lhe imputado como justiça”; vejam a recompensa: “e foi chamado amigo de Deus”. Creu em Deus “ato de fé” e depois ofereceu sobre o altar, a seu filho Isaque “provou sua fé em Deus” com suas obras, pois fez o que Deus havia lhe ordenado, e isso o “justificou, e foi-lhe imputado como justiça”. Vede então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé.“E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus” (I Corintios. 6 - 11).
Antes estávamos mortos para Deus, mas fomos primeiro salvos (lavados no sangue do cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo: Jesus Cristo), depois santificados (separados para as boas obras em Cristo Jesus), e depois justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus (recebemos o Espírito Santo).
“Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus, o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações” (II Corintios 1 – 21 e 22). Isto quer dizer que fomos criados em Jesus Cristo, e que, cada um daqueles que foi salvo crendo nele, é uma criação da sua mão.
 Deus nos mostra com essas palavras, que não somos destinados apenas a fazer a sua obra, mas antes de tudo, a ser a sua obra, para que Ele trabalhe em nós, e possa assim se manifestar aos outros por nosso intermédio. Em outras palavras: Somos sua obra, e servimos a Deus, e, é assim, que ele forma aqueles que elegeu para serem santos e irrepreensíveis. Por seu poder criador, nos torna capazes de entrar no serviço (do Filho), para o qual fomos criados e postos neste mundo.
 A vida cristã, e o próprio cristão são os resultados de uma criação divina, que se desenrola a partir do novo nascimento em Cristo Jesus, e cresce a imagem daquele que nos resgatou. De fato a salvação em Cristo é inteiramente divina colocada em vasos de barro (nós como homens naturais e em fraqueza), para que a excelência de seu poder seja manifestada para seu louvor e glória. Louvado seja o Senhor para sempre. Amem!...



NFBarros

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